pergunte pessoalmente

Pergunte pessoalmente

Usar os meios digitais para nos comunicarmos tornou-se parte da rotina, uma forma prática de ganhar tempo. Mas para ter respostas afirmativas é melhor recorrer ao velho e bom olho no olho: respondemos melhor a pedidos ao vivo do que por e-mail

 

Quando precisa de um favor, muita gente acha mais conveniente mandar mensagens para resolver logo a questão. E com uma vantagem: na maioria dos casos, o contato virtual ajuda a evitar o eventual constrangimento de ter que pedir algo pessoalmente. Faz sentido, mas é preciso ter algo em mente: não podemos esperar, nesses casos, os mesmos resultados que obteríamos se a conversa fosse de perto. Duas novas pesquisas mostram que tendemos a acreditar, no entanto, que solicitações feitas por e-mail são tão eficazes quanto uma conversa pessoal.

No primeiro estudo, publicado na edição de março do Journal of Experimental Social Psychology, 45 participantes foram informados de que teriam que pedir a dez estranhos, pessoalmente ou por mensagem, quer respondessem um questionário, sem receber nada por isso. Participantes de ambos os grupos disseram que acreditavam que uma em cada duas pessoas concordariam. Mas estavam enganados. Mais de 70% dos indivíduos abordados aceitaram; entre aqueles que receberam uma mensagem eletrônica, apenas 2% concordaram.

Em um segundo estudo, desenvolvido por pesquisadores da Universidade Western, em Ontário, no Canadá, um grupo de pessoas foi recrutado (algumas por e-mail e outras pessoalmente) para responder a uma pesquisa pelo qual receberiam uma gratificação. Antes de começar, todos foram convidados a participar uma segunda pesquisa, não remunerada. Novamente, os cientistas subestimaram a quantidade de indivíduos que aceitariam e superestimaram o número de respostas de e-mail à tarefa não remunerada.

Mal entendidos

Muitos dos que recebiam a mensagem eletrônica disseram mais tarde, em entrevista, que lhes pareceu que o remetente era presunçoso, o que interferiu na comunicação, diminuindo o grau de confiança e empatia. “Esse trabalho nos mostra algo bastante útil para a vida prática: para ter e-mails mais eficazes, é preciso incluir mais informações pessoais para estimular a confiança inicial”, acredita o pesquisador Mahdi Roghanizad, professor de negócios, co-autor do artigo.

E quanto a solicitar algo a uma pessoa conhecida? O contato olhos nos olhos ainda é melhor, mostram dados preliminares. “Quando um amigo se aproxima e pede um favor pessoalmente significa que realmente precisa de algo ou que respeita suficiente o interlocutor a ponto de vencer o constrangimento e se aproximar fisicamente para uma conversa”, diz Roghanizad. Assim pergunte pessoalmente!


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